o pior não foi passar horas e horas dentro de um avião apertado, mas o pavor de não ter o visto aceito. cheguei no guichê da imigração e o coração estava que era o ilê na avenida. ainda bem que o balcão era alto, eu aqui embaixo, a voz controladíssima, só homem que não sabe que mulher de pavio curto sussurrando não pode ser bom sinal... homens de uniforme. e ele ainda pede um minuto, vai embora com meu passaporte, volta, faz mais perguntas. mas mandou ver no carimbo, foto (digital) e impressões digitais (também digitais, que estranho) e me deixou entrar. saí cambaleando, passei novamente perto do guichê e soprei um beijo pro meu anjo fardado. nenhuma foto pra registrar... pra a sol as coisas não foram tão fáceis.

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